segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Preço da Liberdade é Praticá-la! Ao Pessoal do Orkut e Internautas em Geral!

Caros(as) Amigos(as),

    N é novidade q grande parte de nossa população, no seu período de lazer, passa em média 4 horas, diárias, em frente à tv! N é novidade, tb, q uma outra parte, bem menor do q a primeira, passa, em média, pelo menos 2 horas, diárias, em frente de um CP, com uma diferença, o(a) internauta, tem a oportunidade de se expressar, mas ainda assim a comunicação no n se estabelece algumas vezes, outras vezes sim(!) existindo casos em q a internet jogou papel importante política e culturalmente, em movimentos gestados por pessoas comuns, o q, tb, n é novidade pra nenhum(a) navegador(a), mas atesta o potencial, q pode ser transformado em força coletiva, q o veiculo tem.
    N vou entrar na questão da proposta de "regulamentação" da internet, q obviamente passa, pelo interesse dos poderosos, como todo mundo já deve ter percebido, mas simplesmente (viajar) na satisfação de exercer a liberdade de expressão. Creio q o sistema criou uma "faca de 2 legumes", de um lado, nós internautas geramos receita e conteúdo (n vou entrar no mérito desta questão) para as grandes corporações internáuticas, de outro lado incomodamos o sistema, do qual estas corporações fazem parte. Contudo entendo, q nossa liberdade de expressão deverá continuar por + algum tempo ou talvez inté por mui tempo!
    Seguinte: Na medida em q exercemos nossa liberdade, + e + conseguimos aquilo q almejamos com este exercício, ou seja, se buscamos a alegria da dança, com quanto + liberdade dançamos, + liberdade teremos de dançar e assim é, creio eu, com tda atividade humana, com o amor, com o canto, com a comunicação. Um poder só se consolida, de alguém ou alguns sobre alguém ou vários se o(s) / a(s) dominado(s) / da(s) introjetar (em) os valores de dominação do(s) / da(s) dominante(s). Dai q é importante cada um colocar a suas idéias para os seus interlocutores potenciais, pois estas idéias são ligadas a nossa cultura, q, no meu entender, nos dão nossa identidade, nossa personalidade sociocultural, enquanto povo, fazendo cada individuo + contente.
    Mui vezes envio a vcs minhas garatujas, meus vídeos mal acabados (às vezes), meus versos de pé quebrado, retratos de nosso Bloco dos Sujos (q justamente por ser bloco dos sujos é esculhambado) e até mesmo textos (como este). Tô tentando me comunicar, às vezes consigo, às vezes n, mas futebol tem destas coisas...o negocio é levantar a cabeça e partir para a próxima.( ....e por falar em futebol e meu Galo, hein...).
    Para mim é mui grato receber scraps diversos, com vídeos diversos, com fotos, poesias e os escambau, pq foi o (a) meu/minha amigo (a) quem escolheu, entonces aquilo é representativo pra ele(a), ele(a) se identifica com a msg ali contida e eu tenho a oportunidade de conviver com esta diversidade, q tb é uma maneira de ver a "coisa" humana de um outro ângulo, propiciando-me navegar por mares nunca dantes navegados (os múltiplos vieses da cultura e contra-cultura brasileiras e do aculturamento)! Isto pra num falar das msgs com as quais me identifico, o q, tombém, é mui gostoso!
    Enfim é isto! Ponho-me diante de uma tela vazia e a encho, talvez inté de baboseiras...ou talvez até, n(!) contudo, faço-o de coração, eu adoro me comunicar....e vc são importantes pra mim pq são meus / minhas interlocutores(as) e a medida da comunicação realizada, no escopo posto,  é a medida de problemas individuais, coletivos e até mesmo mundiais, solucionados!
    Vamos pois no sentido contrario da Torre de Babel!


Internautas do BRASIL, comuniquemo-nos!


Um grande abraço


domingo, 31 de julho de 2011

Entrevista Calígula

ENTREVISTA COM CALÍGULA


Antes de mais nada quero agradecer a todos que tornaram possível esta entrevista com Caio Júlio César Augusto Germânico, o Calígula. Trazer esta importante figura da historia, com suas opiniões fortes, a este blog tão bem frequentado, só foi possível graças a intercessão de velhos amigos junto ao nosso entrevistado. Tais amigos solicitaram, por questões de idade e modéstia, que suas identidades fossem mantidas no anonimato. Com pesar, por não divulgar os nomes destes que transformaram em realidade tal empresa, meus dedos tocando com vigor as negras teclas deste intimorato computador, traduzem em letras o meu pensar :

-Grato Companheiros, de Coração!



Majestade, Caio César Augusto Germânico é o seu nome. Por que o apelido Calígula?

-Não aguento mais ter que responder sempre a esta pergunta. Todos sempre me perguntam isso, prova de ignorância, desconhecimento do latim e da história.

Calígula é diminutivo de caliga, sandália usada pelos soldados romanos. Eu fui criado desde os dois anos de idade nos acampamentos militares onde meu pai, que era general, comandava e treinava suas legiões, e minhas sandálias, como as vestes que usava, eram pequenas. Assim, os soldados que acompanharam o meu crescimento me apelidaram de Calígula. Quando menino odiava este nome, depois me habituei e já adulto passei a gostar dele.


Augusta Majestade...

- Por favor, não me trate com estes títulos. Há quase dois mil anos eu que era o Sujeito, desapareci e os títulos, apenas combustível para o meu ego e instrumento para os bajuladores, continuam vivos...Minha lembrança fica feliz em ser tratada apenas por Calígula.

Falando em lembrança feliz, no próximo ano do seu calendário, para ser mais preciso no dia 31 de agosto de 2012, estarei completando 20 séculos de nascimento...


Meus parabéns. E que a sua lembrança seja feliz nos próximos milênios.

Continuando nossa entrevista, gostaríamos de saber se o Senhor conhece o Orkut e se já teve algum contato com o nosso amigo Berna, fundador deste Blog que tem vários seguidores?

-Grato pelo cumprimento, mas quero lembrá-lo do pedido que fiz para que não me trate com nenhum título. Não me chame de senhor, eu sou uma lembrança e as lembranças “sun qui sunt”, apenas lembranças.

Quanto ao Orkut não me lembro bem. Recordo-me vagamente de uma tribo de bárbaros germanos que combati. Eram liderados por gordo e alto guerreiro conhecido, não tenho certeza, como Orkut.

Entretanto, boas recordações guardo eu de Berna da Gália, homem místico, adorador das forças da natureza. Possuía vários seguidores, não sei se é a quem você se refere, mas deve ser o mesmo, ele era único. Acreditava ser o escolhido para fundar grupos, sempre procurando guiar o povo. Não lembro de nenhum grupo chamado Blog fundado por ele, mas deve ter havido pois foram tantos os que criou... Minha memória já sente o peso destes dois milênios.


Calígula, o historiador Suetônio afirma que você participou do assassinato de seu pai adotivo, o imperador Tibério, para assumir o trono e que no seu governo a crueldade e a depravação andavam de mãos dadas. O que você tem a dizer sobre estas graves acusações?

-Recuso-me a tocar neste assunto. A calunia e a difamação é que andavam de braços dados, guiando um bando de oposicionistas que tentavam a todo custo criar condições para desestabilizar o meu governo. Relatórios do TCI (Tribunal de Contas do Império) e do STJI (Superior Tribunal de Justiça Imperial) demonstram claramente a lisura e a transparência dos negócios de meu governo que durou 29 anos, terminando com o meu assassinato cometido por senadores aliados a militares golpistas.

A Comissão de Direitos Humanos, da qual fui Presidente de Honra, em minucioso relatório mostrou que nunca antes na história daquele império houve tanto respeito a tais direitos.

Não foi falta de respeito de sua parte para com o Senado nomear o cavalo Incitatus como Senador do Império, com todos os direitos, inclusive guarda de honra?

-Foi bom você tocar neste assunto. A reação raivosa dos Senadores mostra claramente o espírito belicoso e intransigente destes homens que tinham o compromisso de defender Roma com amor. O humor deles era péssimo, não captaram o espírito jocoso de meu ato. Foi uma brincadeira que eles deveriam ter respondido no mesmo tom. Tudo terminaria em gargalhadas se eles propusessem, por exemplo, um pavão como pro-consul da Bretanha. Os chefes daquela ilha adoram aparecer, basta observar as roupas e fardas que usam em público.


Calígula, Suetônio está correto quando afirma que você mantinha um bordel para seu uso exclusivo e que distribuía estátuas suas por todo o império, inclusive substituindo as imagens dos deuses nos templos das províncias?

-Bordel coisa nenhuma, Eram locais para repouso. Imagina que eu, como chefe supremo do maior e mais poderoso império do mundo, precisaria frequentar bordeis.

É contra meus princípios falar dos mortos mas como já sou um deles vá lá. Esse tal de Suetônio é um chato. Queria ver se ele tinha coragem de escrever essas coisas quando eu era vivo.

Quanto as estatuas é verdade, mandei distribuir por todo o império. Nas ruas era pra aparecer mesmo, você já viu algum político que não quer aparecer? Foi também uma forma de melhorar a arte. As representações de deuses e reis em todas as províncias eram terrivelmente feias e muito mal feitas, com exceção apenas das obras criadas na província de Achaea, em cuja capital Atenas, destacava-se a magnitude do Parthenon, cercado por belas e proporcionais estatuas que inspiraram alguns e foram copiadas por muitos artistas romanos. Após a distribuição de minhas estátuas, feitas em mármore de Carrara, todos passaram a querer governantes e deuses mais bonitos. Assim, os chefes políticos e religiosos logo pararam de improvisar e contrataram artistas de verdade para esculpir figuras mais atraentes. Observe em todos o mundo as esculturas, antes e depois dos romanos.

O que você acha da frase: “Oderint dum metuant”?

-É minha. Odeiem enquanto tremem. É o principio do poder: - podem odiar, mas tem que ter medo.

Leis existem havendo punição para quem as desrespeitem. Só com consciência é que haverá respeito às leis sem punição, Mas isso é impossível pois o poder não tem consciência. Sempre o poder dará mal exemplo aos cidadãos, evitando que se conscientizem.

Depois que nós saímos de cena os bárbaros tomaram o poder no mundo. Germanos, árabes, bretões e agora os novos bretões. Este povo do norte, de terras que nem imaginávamos que existissem, julga-se dono do mundo. Tal qual nós, os romanos julgávamos.

Veja os governantes dos vários povos que fazem parte desse novo império. Representam que são os donos do poder em suas províncias. Na verdade são atores, alguns canastrões outros ótimos, criando farsas sob direção de um poder mais alto que se eleva, sustentado por armas e dinheiro fornecidos por vocês, as pessoas comuns de todo o império.

A civilização, principalmente a nossa, ocidental, não tem história. É uma farsa contínua que se repete em capítulos. De tempos em tempos....


Obrigado Calígula pela entrevista.

-Já acabou? Aguarde um pouco, vou concluir...


O poder de terminar a entrevista é meu!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

COUJUTEM ASSPROM 2011 8as de Final TC X FCS - Entrevista do Guara

Copa União da Juventude do Terceiro Milênio de Futebol de Campo Masculino da ASSPROM 2011
 8as de Final

       A Associação Profissionalizante do Menor – ASSPROM promove anualmente uma Copa, q no dia 02/07 chegou nas 8as de Final. Hoje, 11/07, postaremos 2 vídeos, que conseguimos editar, posteriormente postaremos outros, bem como fotos, referentes a esta fase do torneio.


Vídeo Quente, saiu do forno agora(!):



Um vídeo da Massa(!):





Um vídeo Supimpa:




Fotos Diversas no Campo do Cachoeirinha
(Depois das fotos tem + 3 vídeos mui legais)
clique na foto para ampliar






















Panorâmica de uma Manhã de Jogos no Campo do Cacheirinha

clique em "Youtube para ver em tela cheia



Eq. Fundação Clóvis Salgado x Tribunal de Contas

clique em "Youtube para ver em tela cheia

Entrevista com o Técnico Guaracy da Eq. Assembleia Legislativa MG
clique em "Youtube para ver em tela cheia

       Os links abaixo tem matérias sobre o evento, desde o seu começo, o q o contextualiza.





Um grande abraço,
Berna
12/07/2011


terça-feira, 5 de julho de 2011

QUEM DIRIA...

A herdeira do Credit Suisse e Protógenes Queiroz

Roberta Luchsinger sobre Protógenes: “Ele incomodou muita gente poderosa. Todo mundo que tem culpa no cartório prefere ficar longe dele.”
Caio Falcão/Arquivo

Por Tom Cardoso

Aparentemente era mais um caso de amor impossível. Ele, socialista de formação, delegado da Polícia Federal, leitor de Maiakóvski e famoso por comandar a mais espetacular operação policial nos últimos anos, responsável pela prisão de dois banqueiros poderosos. Ela, socialite, apaixonada por cavalos, herdeira do segundo maior banco da Suíça, o Credit Suisse. A relação entre Protógenes Queiroz e Roberta Luchsinger, iniciada há um ano durante um inesperado encontro no hotel Emiliano, na região dos Jardins, em São Paulo, causou rebuliço entre a elite paulistana e fez a alegria das revistas de fofoca. Todos queriam saber quando os dois pombinhos iriam se casar, quantos filhos pretendiam ter e, principalmente, o que havia motivado a união de duas pessoas de origens e hábitos tão distintos. Era a união da “rainha com o plebeu”, diziam as revistas.Protógenes e Roberta silenciaram. Não chegaram a dar uma entrevista durante todo o episódio. Para livrar-se dos paparazzi, Roberta mudou pequenos hábitos: passou a subir até seu quarto no hotel Emiliano, onde morou por cerca de um ano e meio, pelo elevador de serviço. Quando o assédio tornou-se insuportável, deixou o Brasil e passou uma temporada na Europa. Só voltou depois que o assunto esfriou. Protógenes também se cercou de cuidados para manter a privacidade. Eleito deputado federal pelo PC do B de São Paulo, negou publicamente o romance para evitar sensacionalismo por parte da imprensa e a exposição pública de sua mulher – ele ainda estava casado quando se apaixonou por Roberta. (Protógenes foi procurado e não quis falar com a reportagem.)

Passado o furacão, Roberta decidiu pela primeira vez falar sobre o romance em uma entrevista exclusiva para a RG. Grávida de sete meses de Guilhermina Luchsinger Pinheiro de Queiroz, ela recebeu a reportagem para uma longa conversa em uma sala do Emiliano. “Por favor, não me venha com essa história de rainha e plebeu. O Protózinho é o meu herói. Pode colocar aí”, diz Roberta. “E outra coisa: eu também estou longe de ser rainha. Não passo as tardes no shopping nem viajo de jatinho particular. Minha vida é toda voltada para os projetos sociais da minha família”, diz. Ela e o avô, o banqueiro Peter Paul Arnold Luchsinger, herdeiro do Grupo Credit Suisse, segundo maior banco da Suíça com sede em Zurique, administram juntos a Creche Bárbara Wright, que atende crianças carentes da região de Búzios (RJ). Os dois estabeleceram uma relação ainda mais intensa depois que a família foi praticamente dizimada em três acidentes aéreos. Roberta, que perdeu todos os parentes próximos (pai e mãe inclusos), não quer falar sobre o assunto. “Vamos falar de Protógenes.”

A banqueira admirava o delegado a distância. Estudante de direito, acompanhou pela imprensa o desenrolar da Operação Satiagraha que levou à prisão, por desvios de verbas públicas, lavagem de dinheiro e corrupção, nomes como o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta. Quando o encontrou pessoalmente pela primeira vez, durante um jantar no hotel Emiliano regado a champanhe (Protógenes, abstêmio, ficou no suco de laranja), surpreendeu-se com a simplicidade do deputado que, segundo ela, fugia completamente do estereótipo de um policial federal. Conversaram por poucos minutos – o suficiente para Roberta convidá-lo para participar da 15ª Edição da Taça Bárbara Writh de Vela, regata em Búzios, organizada há muitos anos pela família. “O Protógenes fez um discurso maravilhoso. Meu avô gostou imediatamente dele. Ficaram encantados um pelo outro”, lembra.

O namoro para valer começou em Salvador, na Bahia, abençoado pelos orixás. Os dois passaram uma tarde inteira na Igreja do Bonfim. “Eu estava numa depressão profunda por causa da perda dos meus parentes, e aquilo me fez um bem incrível”, conta Roberta. “Protógenes me deu um terço de presente e nós amarramos juntos, em nossos pulsos, várias fitas do Bonfim.” As fitas já velhas, quase caindo. “Os meus amigos acham horrível, mas enquanto não caírem eu não vou tirar”. Os que implicaram com as fitas do Bonfim são os mesmos que se afastaram da banqueira após o começo do namoro com Protógenes. Não por antipatia ao ex-delegado, diz Roberta, mas por desconfiança, misturada a um certo medo. “Ele incomodou muita gente poderosa. Todo mundo que tem culpa no cartório prefere ficar longe dele.”

Além da fé, recuperada após o namoro com Protógenes, Roberta começou a cultivar hábitos mais simples. Trocou os sofisticados almoços no Emiliano pelo PF do Bar Ministro, na alameda Ministro Rocha Azevedo, nos Jardins. “Vamos de chinelos Havaianas e devoramos um belo prato de arroz, feijão, bife e ovo frito. Nunca estive tão feliz”, diz Roberta, que elogia o desprendimento do namorado. “O Protógenes é um homem que se adapta a qualquer sistema. Não interessa se ele está num café em Paris ou num boteco em São Paulo. Ele é sempre o mesmo.”

Se Protógenes mostrou à futura mãe de sua filha o quanto pode ser prazeroso um bom prato de arroz e feijão, ela retribuiu a gentileza apresentando o deputado a velhos e bons amigos, como o economista Sérgio Moreira Salles, que promete ajudar Protógenes a atrair investidores para um antigo sonho: levar a história da Operação Satiagraha para as telas de cinema. O projeto está bem adiantado e, no começo, contou com a colaboração de um peso pesado do cinema nacional: Fernando Meirelles. O outro sonho de Protógenes está mais distante. Depois de recusar propostas para se candidatar a prefeito de Salvador, ele, incentivado por Roberta, pode tentar um voo ainda mais alto e ousado: a prefeitura de São Paulo. “Ele está preparado para ser prefeito e se depender de mim vai chegar lá.” Os adversários que se cuidem: o amor move montanhas.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

“Nos tiraram a justiça e nos deixaram a lei.”

Galeano: “entre indignados e indignos”

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admin
– 7 de junho de 2011

Após visitar acampamento da Puerte del Sol, em Madri, escritor uruguaio vê, nos protestos espalhados pela Espanha, entusiasmo que pode superar a velha política

Entrevista à TV3 espanhola. Transcrição e tradução de Cainã Vidor, na Revista Forum
Confira abaixo a íntegra da entrevista concedida por Eduardo Galeano ao programa Singulars, da TV3, no dia 23 de maio. Ali, ele conta as suas impressões ao se deparar com a Espanha dos “Indignados”, fala sobre a crise do sistema econômico e político institucional e também comenta a respeito de futebol.

Eduardo, você chega e encontra as praças cheias de gente gritando “outra democracia é possível!”. Que te parece?

Me parece uma experiência estupenda. A verdade é que foi muito emocionante, para mim, estar entre essas pessoas quando cheguei a Madrid e recuperar esta energia, este entusiasmo. Esta vitamina “E” de entusiasmo, que às vezes parecia perdida neste mundo que nos convida ao desânimo. Então acho que é uma experiência estupenda, e segue sendo, e a palavra entusiasmo é uma palavra linda, de origem grega, que significa “ter os deuses aqui dentro”. E isto foi o que senti quando perambulava entre as pessoas na Puerta del Sol.

“Nos tiraram a justiça, e nos deixaram a lei.” Esta é uma das frases que você pode ler na Puerta del Sol. Que lei nos deixaram, senhor Galeano?
A lei do mais forte. É esta lei que rege hoje o mundo, dentro de cada país e entre os países também, e é uma lei insuportável. Parece hoje que os jovens vêm crescendo em matéria de desobediência contra esta lei que os condena à resignação, à aceitação do mundo tal qual é. E hoje há na América Latina toda, ou quase toda, um problema visível e preocupante que é o divórcio, a separação – eu diria que é um divórcio – entre os jovens, as novas gerações, e o sistema político e o de partidos vigente. Eu não reduziria a política às atividades dos partidos, porque a política vai muito além. Mas, sim, me preocupa que, por exemplo, nas últimas eleições chilenas dois milhões de jovens não tenham votado. E não votaram porque não se deram ao trabalho de se registrar e porque, no fundo, não creem nisto. Suponho que, principalmente, por não acreditarem nisto. E me parece que isto não é culpa dos jovens, é muito fácil culpá-los, mas a questão vem de cima, está concentrada no topo, e a estes não importa nada de nada. E também nesse sentido gostei de estar nas manifestações, pelo menos na da Puerta del Sol que foi onde pude estar.

Sabe quanta gente não votou ontem na Espanha?
Não, não imagino.

Dez milhões de pessoas não não foram votar.
Bem, é grave, não?

Mas também é um direito não votar, certo?
Claro, claro que sim. E é também, por vezes, um modo silencioso de protesto. E também acho legítimo que as pessoas se expressem falando ou calando, pois o silêncio às vezes diz mais que as palavras. E o que eu gostei foi ver toda esta ebulição de um protesto pacífico, sem violência, como o que vi circulando entre a gente nas diferentes horas do dia, e da noite também. Muito solidariamente, unidos em uma causa comum, e sustentado com convicção a partir da situação tão penosa que vivem hoje na Espanha e em muitos outros lugares do mundo sobretudo os jovens, e, sobretudo os jovens que não têm uma posição, digamos, acomodada. Lá no Sol diziam “Com causa, mas sem casa!”, e isso me pareceu revelador, porque uma boa parte das pessoas que estão ali ficaram sem casa e sem trabalho. Isto é uma coisa a ser levada em conta.

O que está acontecendo neste momento, em distintos países europeus – e eu suponho que no seu mundo, a América Latina, também, mas conheço mais a situação europeia – é que o povo está dizendo “Basta!”, algo tão claro como nós, pais, dizendo que nossos filhos não terão o mesmo que nós. E tão claro como nós vemos que isto que nós temos é graças à luta que, em seus momentos, lutaram nossos pais e avós com sangue, suor e lágrimas, e conseguiram os direitos que nós, como pais, não podemos dar a nossos filhos.

Claro, este é um dos dramas do mundo em nosso tempo, internacionalmente. Dois séculos de lutas operárias que conquistaram direitos muito importantes para as classes trabalhadoras, para os que trabalham, estão sendo descartados, jogados no lixo, por governos que obedecem a uma tecnocracia que se crê eleita pelos deuses para comandar o mundo, esta espécie de governo dos governos. Como este senhor que ultimamente se dedicou a violar camareiras, mas antes violava países e era aplaudido enquanto o fazia e não foi preso por isso. Ele teria que ter sido preso pelas duas coisas, não só pelas camareiras. É esta estrutura de poder que às vezes é invisível e que, no fundo, controla tudo. Então, quando se consegue aglutinar vozes capazes de dizer “Basta!” ou “Não, chega!”, a primeira coisa que se deve fazer é escutar estas vozes, com respeito, sem desqualificá-las de antemão, e saber esperar para ver o que é que a vida quer viver. Estas pessoas não parecem esperar ordens de ninguém, atuam espontaneamente, unindo a razão à emoção. Alguns me perguntam “Como vai acabar isso?” e eu digo “Não sei como vai acabar, talvez nem acabe. E se acabar, aí veremos”. É como o amor que é infinito enquanto dura.

Sabe… O senhor, Eduardo Galeano, com José Luis Sampedro e Arcadi Oliveres, são referentes internacionais de pessoas que, em seu momento, já há bastantes anos, disseram “Basta!”. E Sampedro, muito idoso, mas muito jovem, este fim de semana fez uma declaração, não me recordo exatamente, mas era algo assim: “As batalhas, temos que erguê-las e lutá-las. Se ganham, ou se perdem, mas temos que lutá-las. Por que este ato solitário de erguê-las, e de lutá-las, é o que as torna tão valiosas.”
Ele é um querido amigo pessoal, e eu o respeito muito. E isto é verdade. Estamos também enfermos de existir. O mundo está preso em um sistema de valores que coloca o sucesso acima de tudo, e, por outro lado, condena o fracasso. Perder é o único pecado que no mundo de hoje não tem redenção. Estamos condenados a ganhar ou ganhar. E, bem, ao longo da história muitas pessoas melhores perderam, e isso não lhes tira nem um pouco a razão. Os dois homens mais justos na história da humanidade, Sócrates e Jesus, morreram condenados pela justiça. Os mais justos foram condenados pela justiça. E não deixam de ser justos.

E nos deixaram a lei.
E nos deixaram coisas muito importantes. Em primeiro lugar, amor e coragem.

A santíssima trindade, também chamada de Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch, são as agências que qualificam os riscos. Hoje, elas estão fazendo cair as bolsas e o euro, na Europa, porque voltaram a baixar a qualificação da dívida grega. Quem são estas agências? E a quem obedecem?
Segundo minha mulher, Helena Villagra, são “As Meninas Superpoderosas”. Eram personagens de um desenho que passava há não muito tempo. Então são estas meninas, que se consideram no direito de classificar e qualificar os países, e dizer se este ou aquele país está indo por um bom caminho, que é sempre o caminho da obediência às ordens ditadas por um sistema que é sempre inimigo do povo. E são dirigidas por tecnocratas que mandam mais que os governos. Ninguém os elegeu, em nenhuma eleição. Que eu saiba, ninguém votou na Standard & Poor’s – que, se não estou equivocado, significa Médios e Pobres.

Mas você conhece os crimes que cometeram estas agências? Eu entendo quando alguém se equivoca porque se equivoca, sem querer. Mas elas estão destruindo países inteiros, estão jogando contra países inteiros, e ninguém diz nada!

E os banqueiros de Wall Street, que foram os principais protagonistas desta crise, que provavelmente é a crise mais grave que o mundo já sofreu em muitos séculos de história, talvez a maior fraude já cometida. E nenhum destes banqueiros foi preso. Vão presos os ladrões de galinhas, mas os banqueiros superpoderosos, como as meninas superpoderosas, estes não vão presos nunca. E cometem crimes de desumanidade. Eu vi agora que o Tribunal Penal Internacional quer julgar Kaddafi. Sabemos que não é nenhum santo e que seguramente merece ser julgado, mas muito mais merecem ser julgados estes senhores que arruinaram o planeta.

E que hoje nos cobram mais que ontem.
E que foram recompensados. Eu havia até proposto uma campanha, quando via os pobres banqueiros chorando suas misérias, este desastre, e junto com outros companheiros nós articulamos uma campanha que não teve muito êxito: “Adote um banqueiro”. Vê-se que o mundo tem um mau coração, ninguém o fez.

Eduardo Galeano, como acha que se explica porque nestas reuniões de G20, G8, G1040 – todos dão na mesma –, por que nenhum mandatário, por que nenhum governante, e há alguns das esquerdas, por que nenhum deles se levanta e diz “Basta, acabou! Este mundo não é possível! Eu não vou condenar meus concidadãos à miséria. Não! Basta!” Por que não há nenhum que se levanta, por quê?
Há alguns que se levantaram.

No G20?!
Não, não, fora do G20. No “G-7 bilhões”, que é esse que abarca a humanidade inteira. Uns tantos se levantaram e disseram “Basta!” e por isso foram condenados ao inferno, claro. Por exemplo, me recordo quando o presidente do Equador, Correa, anunciou que não iria pagar a dívida, que não era legítima. Ou seja, que havia nascido de uma armadilha, de uma fraude, de uma violência. E o mundo se doeu: “Mas como? O Equador vai acabar, esse país vai naufragar. Como é que alguém se atreve?”. E não se acabou nada, porque era perfeitamente legítima a decisão de não pagar as dívidas ilegítimas, que são as que estrangulam a maior parte dos países, sobretudo os países mais pobres.
Então, você vê, o problema é que não falta quem o diga, mas sim, digamos, que… Há um sistema que absolve ou condena segundo a boa ou má conduta dos diferentes governos. Mas às vezes as lições de vida, as lições de dignidade que o mundo necessita são dadas pelos menores. Por exemplo, a Islândia. A Islândia é um país minúsculo, perdido aí nos mares do norte do mundo, habitado por pouca gente – não sei, cerca de 150 mil pessoas, algo assim –, e foi o que mais claramente disse “Não”, nestas circunstâncias muito difíceis, ao Fundo Monetários Internacional e à ditadura financeira do mundo, em dois plebiscitos. Porque o FMI e a UE já haviam dado a ordem à Islândia de que a população, ou seja, os islandeses, teriam que pagar a bancarrota de três bancos de lá, dois bancos muito importantes e outro não tanto, que tinham recebido depósitos de outros países e não podiam pagá-los, e, portanto, a população deveria pagar 12 mil euros per capita. Ou seja, cada cidadão deveria pagar 12 mil euros pela bancarrota dos bancos! Eu não digo que todos os banqueiros sejam delinquentes, mas há banqueiros que são os assaltantes de bancos mais perigosos que há. Eles não carregam nenhuma arma, nem avisam que estão entrando, porque, afinal de contas, estão entrando em suas “casas”. Mas estes são os mais perigosos. E a população da Islândia foi capaz de dizer “Não! Não aceitamos”, e então se fez um plebiscito.
Mas, como para o FMI e para a UE não pareceu ser suficiente, fizeram outro. E ganharam os dois. A Islândia se negou a aceitar como destino a obediência. E afinal, defenderam dignidade humana. Porque este movimento não é o movimento tão lindo, que me encanta ver. Este se chama Movimento dos Indignados, e eles não se equivocam com este nome, porque afinal o mundo está dividido entre os indignos e os indignados.

A Islândia disse “Não!” aos mercados. Nós, jornalistas, dizemos “os mercados”. Quem são?
Sim, os mercados… É um termo que se usa. Na infância, era uma palavra lindíssima que dava nome ao local de encontro dos vizinhos do bairro. Com todas as suas cores, das verduras, das frutas, as vozes dos vendedores que vinham até os bairros para vender suas coisas. E era uma palavra muito linda. Mas depois se converteu no nome de um deus invisível e muito cruel, que é este que rege nossos destinos. Então, sempre se diz: “Não, isso não. Vai irritar o mercado!”, porque ele tem humor, este deus. E o mercado manda, mas ninguém sabe muito bem quem é ou do que se trata. É como quando se fala em “comunidade internacional”. “A comunidade Internacional não deveria permitir isto”, a comunidade internacional é um clube de banqueiros e generais, senhores da guerra e senhores do dinheiro que decidem quem é democrata e quem não é, e decidem quem merece o sucesso, e quem merece a desgraça. E, no entanto, ainda há gente que acredita que outro mundo é possível.

Ontem ocorreram na Espanha, como se sabe, eleições locais e regionais e o eleitorado espanhol resolveu, por assim dizer, castigar muito duramente o Partido Socialista Obrero Español (PSOE). Que você acha disso?

De fora, não sou ninguém para ditar à Espanha, ou às Espanhas contidas na Espanha, normas de boa ou má conduta, até porque justamente agora eu estava falando contra os sistemas autoritários de poder. E também creio que são autoritários alguns intelectuais que vão dar lições às pessoas nos lugares onde estão visitando. Eu vivi na Catalunha bastantes anos, dez anos, não me considero estrangeiro aqui, mas deve se ter muito cuidado ao julgar ou emitir opiniões a respeito de acontecimentos tão complexos como é uma eleição, nada menos.
Em princípio, me pareceu muito crível uma manchete do diário Público de hoje, que vi, que dizia que o PSOE havia sido castigado por praticar uma política de direita. Provavelmente algo disso deve ter havido, porque o governo talvez não tivesse mais remédio. Não sei precisamente. Mas sei que sim, a Espanha concordou em fazer coisas que não coincidiam muito com o programa de governo do Partido que segue, contudo, governando a Espanha.

Eu antes fiz uma pergunta dizendo que, para um governante, pode ser cruel, especialmente se o governante luta pra conseguir mais igualdade. Eu disse que nenhum governante se levantava em nenhuma reunião internacional para dizer “Basta!”. Então volto a perguntar: podem fazê-lo? Me refiro ao G20.
Eu repito: se o G20 não é capaz de tolerar, admitir e promover a diversidade no mundo, ou seja, se não é capaz de praticar a democracia – porque a democracia é isso, diversidade, escutar todas as vozes, outras vozes, em pé de igualdade –, bem, então é necessário substituir o G20 pelo “G-7 bilhões”, que é esse de toda a humanidade.

E isto como se dará?
Não há receita para isso. Eu não conheço, pelo menos. E desconfiaria muito de alguém que quisesse me vender esta receita. São processos muito complexos, muito complicados, e, além disso, a História é uma senhora de ações lentas e andar suave. As coisas não mudam em uma semana ou um mês. É legítima a necessidade humana de que as coisas mudem enquanto estou vivo, claro, eu quero ver estas mudanças. Esta é uma paixão humana completamente compreensível e partilhável. Mas, não condiz com a realidade. A realidade tem seus tempos e o mundo tampouco caminha em linha reta.

A História é lenta, estou de acordo. Mas imagine você estas dezenas de milhares de pessoas que saíram às ruas, que estão ocupando agora mesmo a Plaza Catalunya, aqui em Barcelona, além de outras cidades da Espanha. Quando isto terminar, pois decidiram terminar daqui a algumas semanas, o que vai acontecer? Estes governantes e políticos democrática e legitimamente eleitos vão levar em conta o que foi feito nas praças, o que foi dito nas praças ou não dará em nada?

Nada dá em nada quando, digamos, se transmite energia. A energia fica, de alguma maneira. Às vezes se transforma em outra coisa, se arranja de outras maneiras. Mas é muito importante o que está ocorrendo nestas concentrações, que são sobretudo juvenis, mas não somente juvenis. Pois, em última instância, são os invisíveis se fazendo visíveis, e os que pareciam mudos fazendo-se escutar. E estão dizendo aquilo que têm que dizer. E neste mundo em que todos falam sem dizer, eles dizem dizendo. E dizem coisas que vale a pena escutar. E eu acredito que estas vozes vão seguir ressoando. Mas não quero ser um otimista profissional porque eu sou otimista de acordo com a hora do dia, às vezes sou muito pessimista. E a esperança é uma coisa que por vezes me cai do bolso, e tenho que buscá-la, descobrir onde ela está, recolher alguns pedacinhos, muitas vezes. Não sou um otimista full time, e, além disto, não acredito em quem é. Em muitos momentos tenho esperança, mas, quando não tenho agarro meus cabelos e rezo pra uma nave espacial me levar pra outro planeta.

Por que você acha que neste último domingo, no Uruguai, se disse “Não” À suspensão da lei de anistia?
Sim, este também é um processo complicado de explicar assim. Mas, sim, se perdeu por um voto, uma coisa lamentável. Deve-se acabar com uma lei infame, que é uma lei de impunidade. Eu fui membro das duas comissões que organizaram os dois plebiscitos, e os perdemos. Por muito pouco, mas perdemos. E seguiríamos perdendo, um milhão de vezes. Porque eu não creio que valha a pena viver para ganhar, vale a pena viver para fazer o que tua consciência te diz para fazer. E não o que te convém. E isto vale para tudo, para a política, para a vida, para o amor, futebol. O futebol parece estar agora condenado a jogar pelo dever de ganhar, e não pelo prazer de jogar. Por isso estou muito contente de estar aqui em Barcelona para receber um prêmio de um clube que recuperou o prazer de jogar com beleza e limpamente.

Claro, você vai receber amanhã o Prêmio Manuel Vázquez Montalbán de Jornalismo Esportivo.
Sim, e é uma sorte para mim. Sou muito fã de futebol, muitíssimo fã de futebol. E creio que o futebol é um espelho do mundo, que a vida se reflete ali. O melhor e o pior da condição humana estão no campo.

Você é muito fã de futebol, como disse, então suponho que verá este time prodigioso que está fascinando o mundo inteiro, como o Barça, certo?
Sim, sim. Eu adoro o Barça, e, além disso, gosto muito de ver o Messi jogando. Vou contar algo que me veio à cabeça agora e que tem relação com isto… Eu estava no México e em uma das intervenções públicas que estive, me permiti sugerir aos meus amigos mexicanos que tivessem cuidado com seu poderoso vizinho do norte que tem o péssimo costume de “salvar” os demais países. E lhes contei que quando vou aos Estados Unidos e faço leituras de meus livros, ou vou às universidades, coisas assim, sempre começo por suplicar para que, por favor, não me “salvem”. Eu não quero ser salvo, e este poderoso vizinho do México “salvou” o Iraque convertendo-o num manicômio, está “salvando” o Afeganistão convertendo-o em um vasto cemitério. Então eu dizia aos mexicanos “Vamos desconfiar dos messianismos, dos messiânicos. O único messianismo que não é perigoso é o que se chama Lionel Messi.”

O que é Messi?
É a alegria de jogar. Ele joga como se fosse uma criança na várzea, em um campinho, com essa mesma alegria. Espero que não a perca nunca. Ele é excepcional. Por jogar como profissional, tem que cuidar das pernas de outra maneira, mas ele joga esquecendo de que é o número 1. Ou seja, Lionel Messi não acredita ser Lionel Messi, por sorte.

Guardiola?
Merece tudo isto, e repito desde que ele era um grande jogador. Não podemos esquecer de que ele foi um grande jogador antes de ser um grande técnico capaz de organizar uma equipe solidária. Um por todos, todos por um, mas onde todos podem jogar e desfrutar. A verdade é que não digo estas coisas para ficar bem com o lugar onde estou, são coisas que acredito profundamente. Não tenho o costume de elogiar quando me convém.

Você sabe que nestas últimas semanas duas equipes antagônicas, Madri e Barça, se enfrentaram quatro vezes, creio. Você enxerga um estilo diferente no Real Madrid, você que é tão fascinado por futebol?
Sim. Com Mourinho, sim. Mas o Real Madrid pode muito mais do que tem feito nas mãos deste senhor, que além de tudo é muito antipático, porque é muito arrogante. O médico me proibiu contato com os arrogantes.

O médico proibiu? E há muitos deles?
Sim, há muitos deles, e eu não sei lidar!

Eduardo Galeano, outra das frases, ou mensagens, das concentrações nas praças da Catalunha e da Espanha é esta: “Se não nos deixam sonhar, não vos deixaremos dormir!”. E eu vou te pedir agora, espero que aceite, que nos faça sonhar com a leitura de algum de seus fragmentos.

Sim. Vou ler algumas palavrinhas que tem a ver com o direito de sonhar, com o direito ao delírio, a partir de algo que me ocorreu em Cartagena das Índias, há algum tempo, quando eu estava na universidade fazendo uma espécie de palestra com um grande amigo, diretor de cinema argentino, Fernando Birri. E então os meninos, os estudantes, faziam perguntas – às vezes a mim, às vezes a ele. E fizeram a ele a mais difícil de todas: um estudante se levantou e perguntou “Para que serve a utopia?”. Eu o olhei com dó, pensando “Uau, o que se diz numa hora dessas?”, e ele respondeu estupendamente, da melhor maneira. Ele disse que a utopia está no horizonte, e disse “Eu sei muito bem que nunca a alcançarei, que se eu caminhar dez passos, ela ficará dez passos mais longe. Quanto mais eu buscar, menos a encontrarei, porque ela vai se afastando à medida que eu me aproximo”. Boa pergunta, não? Para que serve a utopia? Pois a utopia serve para isso: caminhar.

Já sei que você não vai gostar do que eu vou te perguntar a seguir, mas devo perguntar. Vamos falar um pouco de você. Você tocou em quase todas as teclas: narrativas, crônicas, jornalismo, desenhista.

Sim, é verdade. E é verdade também que aquilo que escrevo é inclassificável e isso me dá muita alegria. Porque um dos vícios deste mundo, mundo nosso que nos cabe viver, tem um costume perverso, uma espécie de mania, de colocar uma etiqueta na testa de cada pessoa, talvez para poder manipular melhor a condição humana que, por si, tende à liberdade. Classificar-nos seria uma maneira de nos tornar prisioneiros, então o mesmo acontece com os gêneros literários. E aí é que me encanta não ser classificado, quando dizem “O que é isso que estou lendo? É ensaio, poesia, crônica, é ficção, não-ficção, de que se trata?”, e eu respondo que não tenho a menor ideia e não quero saber do que é isso que faço. Porque eu sigo o conselho que um senhor me deu, estando eu perdido pelas ruas de Cádiz, há um tempo, me perco sempre porque sou muito disperso e não tenho senso de orientação, ou tenho um grande senso de desorientação, pois me perco continuamente. E estava perdido em Cádiz e eu perguntei pelo Mercado Viejo a um senhor que estava contra a parede, apoiado, e sem desencostar ele me disse: “Nada, faça o que a rua te disser!”. E eu faço aquilo que a rua me diz. Na literatura e na vida também

terça-feira, 28 de junho de 2011

Um Papo de Aranha, qui Ficou Legal!


A felicidade tem a ver com a alegria, mas eu num sei conceituar nenhum das duas! Acho, q é pq elas são sentimentos!
A Felicidade se resume em 4 pessoas: ela mesma, a Fênix, a Cinderela e a Lúcia!...ou n! Isto foi só uma brincadeira, q’eu fiz com uma amiga do orkut! Nem sei se alegria e felicidade vêem de dentro ou se são causadas (se é, q estas coisas estão numa relação de causa e efeito) por algo externo ou os dois, sei lá! Sei q quando pinta é um sentido mui intimista, mas q ao mesmo tempo irradia. Há pessoas q, como se diz, enchem um ambiente, de alegria e felicidade!
Aqui em casa ta (estava ontem e hoje está) um silêncio, escuto o barulho do ventilador do CP, alguns batidos de portas e portões, bips, pensando bem num é tanto silêncio assim, mas quando estas coisas se calam, menos o ventilador, escuto um grilo! N(!) né nada da psiquê, desde pequeno eu tenho isto, gozado é que em locais, q tem + vegetação tem os grilos de verdade, né (?), aí eu fico escutando os 2(!) talvez o meu grilo particular seja um grilo atávico!KKKKKKKK
A gente entra em redes sociais pra falar! Já pensou entrar no orkut, no twitter, num site q vc criou e num digitar nada, num tentar comunicar-se com vídeos, fotos e os escambaus! Gente (!), gente!  Eu gosto mui desta interlocução na Internet, só q no Twitter até hoje só eu q tc, n tive resposta nenhuma, n tenho nem meio seguidor (a)[!] mas vou curricando!
Recebi, de uma amiga, um vídeo da Clarice, onde ela fala (através de outrem, né!) das saudades  do 1º, do 2º,,,, do penúltimo amor! Kkkk, mas, ontem, enquanto eu assistia este fotograma (mui bem montado) meu ovo queimou, melhor dizendo, o ovo q’eu coloquei pra cozinhar, queimou-se e estourou, pq a água secou e aí eu n quis comê-lo, coloquei outra água e outro ovo no fogo. Acho q ela (Clarice) gostava mui de ovo, até escreveu sobre um, foi por conta da Clarice, q meu ovo queimou, mas eu comerei o outro! Isto foi ontem, hoje foi o bife q queimou, salvou pouca coisa dele, mas deu pru gasto, tb quem manda eu num comprar um microondas!
 "Faça amor, n faça a guerra!", a europa e os eua tão precisando disto, né (!) Arranjaram um aranzel neste mundo, né?
        Uma amiga do orkut, ontem avisou q vai sair do dito cujo e vai ou já está no Facebook, respondi, “q era uma pena” ou coisa parecida, mas q por enquanto eu n iria falar com ela, pois n quero entrar no Facebook, poxa (!) eu num consigo nem twittar ainda! Contudo noto, q esta migração tá + geral. N sei pq?
        Tem Sônico, Quepasa e + um monte de redes, mui amigos (as) foram pra estes canais e eu, atendendo a convite entrei em alguns, mas achei td mui sem recurso e raramente entro neles, peço desculpas para os (as) amigos (as), mas achei o negocio um saco!
        Já de blog e site eu gosto e aqui na minha página tem duas blogueiras e poetas sensacionais: a Key e Sulla! Vale a pena uma visita nos sítios delas! BLOG SULLA FAGUNDES:
O pessoal da Blogosfera Brasil é legal, pra quem gosta e tem blog ou site, vale a pena se inscrever!
        
Um grande abraço,
Berna
28/06/11